O São Paulo encontrou no brilho de seu camisa 9 o fôlego necessário para buscar o empate por 1 a 1 contra o Santos, em plena Vila Belmiro. O gol de Jonathan Calleri na etapa final não apenas evitou um tropeço do Tricolor na segunda rodada do Brasileirão, mas serviu como uma declaração de intenções: o artilheiro está de volta. Após um 2023 marcado por uma séria cirurgia no joelho, o argentino mostra que sua hierarquia em jogos grandes permanece intacta.
O pesadelo do Peixe e o histórico em clássicos
Não é coincidência que o grito de gol tenha vindo dos pés de Calleri. Com o tento anotado na última quarta-feira, o Santos isolou-se como a principal vítima do atacante desde que ele desembarcou no Morumbis. Em 12 confrontos contra a equipe santista, o centroavante balançou as redes seis vezes, mantendo uma média altíssima de aproveitamento contra o rival da Baixada.
A fome de gols do argentino se estende aos outros gigantes da capital. O Corinthians também sofre com o “efeito Calleri”, tendo sofrido os mesmos seis gols, embora em um número maior de partidas (16). Mesmo com um retrospecto mais contido diante do Palmeiras — apenas dois gols em 18 jogos —, o atacante ostenta uma média geral de 0,30 gols por clássico, consolidando-se como o jogador de “clima de decisão” que a torcida são-paulina tanto idolatra.
A superação após o drama da lesão
O momento atual de Calleri carrega um peso emocional significativo. O jogador passou nove meses longe dos gramados devido a uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo. Este início de temporada tem sido uma reconstrução gradual de sua confiança. Se no Campeonato Paulista ele teve participações discretas e minutos reduzidos contra Palmeiras e Corinthians, o duelo na Vila Belmiro marcou o retorno definitivo do “protagonista”.
Pela primeira vez nesta sequência de clássicos, o atacante não apenas foi titular, como atuou durante os 90 minutos. Mais do que isso, a braçadeira de capitão entregue por Hernán Crespo sinaliza que o papel de Calleri vai além das finalizações; ele é hoje a extensão do treinador e a liderança vocal necessária para um elenco que busca estabilidade em meio a um calendário sufocante.
Impacto no elenco e projeções para o Tricolor
A retomada do faro de gol do seu principal atacante é o melhor reforço que o São Paulo poderia ter para a sequência do ano. Em um campeonato equilibrado como o Brasileiro, ter um “homem-gol” que cresce sob pressão é o diferencial entre lutar pelo G-4 ou ficar no meio da tabela. A presença de Calleri em campo altera a postura defensiva dos adversários e abre espaços para os pontas e meias de criação.
O próximo desafio do Tricolor será no sábado, às 20h30, contra o Primavera, no Morumbis. Válido pela sétima rodada do Paulistão, o jogo deve servir para que o São Paulo ajuste o sistema defensivo — que sofreu com o gol de Zé Rafael no clássico — e para que o argentino siga ganhando ritmo de jogo. Se a evolução física continuar acompanhando o instinto de artilheiro, o torcedor são-paulino tem motivos de sobra para acreditar em um 2026 de grandes conquistas.
Com informações do site: GE
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