Neste domingo, o técnico Zubeldía terá o desafio de superar seu principal obstáculo tático desde que assumiu o comando do Fluminense. O treinador argentino, que vive lua de mel com a torcida tricolor, reencontra o Vasco de Fernando Diniz em um duelo que vale muito mais do que a manutenção da invencibilidade em 2026.
O carrasco cruz-maltino e a pedra no sapato tricolor
Embora o trabalho de Zubeldía no Laranjeiras seja marcado por êxitos — como o título da Taça Guanabara e a vaga na Libertadores —, os confrontos contra o rival de São Januário são a única mancha em seu currículo. Em três clássicos disputados contra o time de Fernando Diniz, o argentino saiu derrotado em dois, incluindo a eliminação traumática na última Copa do Brasil em plena disputa de pênaltis.
Esses tropeços são significativos: representam quase 50% de todas as derrotas do técnico no comando do Fluminense. Para um profissional que venceu seis dos oito clássicos que disputou no Rio de Janeiro, o tabu contra o “Dinizismo” incomoda e serve como combustível para a semifinal do Campeonato Carioca.
Retrospecto equilibrado e história de rivalidade
A rivalidade entre os dois comandantes não começou em solo carioca. O histórico geral aponta um equilíbrio quase absoluto: são sete partidas, com quatro vitórias para Fernando Diniz e três para Zubeldía. Um dos capítulos mais marcantes dessa história ocorreu em 2020, quando o argentino, então no Lanús, eliminou o São Paulo de Diniz na Sul-Americana com um gol heróico nos acréscimos.
Curiosamente, o destino uniu os dois novamente em 2025, mas com papéis invertidos. O último ato de Zubeldía no São Paulo foi justamente uma derrota para o Vasco, resultado que culminou em seu pedido de demissão. Apesar das batalhas em campo, o clima nos bastidores é de respeito mútuo, com o argentino já tendo declarado publicamente sua admiração pelo estilo de jogo do colega brasileiro.
Momentos opostos na temporada 2026
O clássico deste final de semana coloca frente a frente equipes em prateleiras distintas no momento. O Fluminense chega para o embate com moral elevada, ostentando 100% de aproveitamento como mandante e a taça do primeiro turno garantida. O elenco principal está voando fisicamente e foca em consolidar a hegemonia estadual antes de mirar os títulos nacionais.
Por outro lado, o Vasco atravessa uma crise técnica e de elenco. Pressionado por um início ruim no Brasileirão, onde flerta com a zona de rebaixamento, o time de Fernando Diniz sofre com baixas importantes. Sem os artilheiros Vegetti e Rayan, e lidando com a iminente saída de Philippe Coutinho, o Cruz-maltino aposta no retrospecto favorável do seu treinador contra o rival para resgatar a confiança da torcida.
A expectativa para o próximo domingo é de um jogo de xadrez tático. Zubeldía precisa provar que aprendeu com os erros da Copa do Brasil, enquanto Diniz tenta manter a escrita de carrasco para dar sobrevida ao seu trabalho. Uma vitória tricolor pode selar de vez a soberania do argentino no Rio, enquanto um triunfo vascaíno pode ser o ponto de virada para o rival na temporada.
Com informações do site: GE
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