O Fluminense deixou a Arena Fonte Nova com um sentimento de frustração que vai além do placar de 1 a 1. Em um duelo onde a estratégia de Luis Zubeldía funcionou em grande parte do tempo, a falta de pontaria e falhas individuais pontuais impediram que o time carioca assumisse a liderança isolada do Campeonato Brasileiro. O tropeço em Salvador expõe uma ferida recorrente: a dificuldade de “matar” confrontos diretos fora de casa.
O domínio interrompido pela ineficiência
Após resistir à pressão inicial do Bahia, que contou com intervenções milagrosas do goleiro Fábio, o Fluminense encontrou o equilíbrio através de um meio-campo técnico e envolvente. A conexão entre Lucho Acosta, Martinelli e Nonato foi o ponto alto da equipe, culminando em um belo gol de John Kennedy. O centroavante, que busca recuperar o protagonismo da última temporada, mostrou oportunismo ao finalizar uma tabela coletiva de alto nível.
Entretanto, o roteiro da partida mudou quando o “fantasma” do gol perdido apareceu. Serna, em uma noite para esquecer, desperdiçou uma chance claríssima sem goleiro, erro que impediu o Tricolor de dobrar a vantagem ainda no primeiro tempo. Esse desperdício técnico, somado à saída forçada de Nonato por lesão muscular, quebrou a espinha dorsal da equipe e permitiu que o Bahia retomasse o controle das ações.
Falha coletiva e superioridade numérica desperdiçada
O impacto da saída de Nonato foi imediato. Embora Bernal tenha entrado para reforçar a marcação, o Fluminense perdeu a capacidade de retenção de bola e passou a sofrer com os avanços laterais do Esquadrão de Aço. O castigo veio em um erro de comunicação entre a defesa e o goleiro Fábio, permitindo que Kike Oliveira empatasse o jogo.
Nem mesmo a expulsão de Dell, que deixou o Bahia com um jogador a menos nos 15 minutos finais, foi suficiente para o Fluminense reagir. A equipe de Zubeldía demonstrou ansiedade e falta de clareza nas tomadas de decisão, exemplificada por uma jogada de Arana que preferiu o chute ao passe para John Kennedy, que estava livre na pequena área.
Projeções e o custo da oportunidade perdida
Este empate amargo coloca o Fluminense em uma posição de alerta sobre sua constância ofensiva. Para um time que ambiciona o título brasileiro ou uma vaga direta na Libertadores, perder dois pontos nessas circunstâncias pode ser fatal no fechamento das contas. A dependência de um meio-campo criativo fica evidente, e a possível ausência de Nonato nos próximos jogos acende o sinal amarelo no departamento médico.
Agora, Zubeldía precisará ajustar a mentalidade do elenco para converter a superioridade tática em gols. O próximo desafio será crucial para medir se o time possui maturidade para superar a “síndrome da ineficiência” e se manter no pelotão de frente da competição nacional.
Com informações do site: GE