Nesta quinta-feira, o Coritiba entrou oficialmente em contagem regressiva para solucionar o maior dilema de seu elenco na atual temporada. Com menos de 14 dias para o encerramento da janela de transferências, a diretoria alviverde foca todas as suas energias na contratação de um centroavante de ofício para assumir a titularidade.
A urgência por um artilheiro no Alto da Glória
A necessidade de um novo “homem gol” tornou-se crítica devido ao cenário clínico no Couto Pereira. O atacante Rodrigo Rodrigues, que seria a opção natural para o setor, segue sob cuidados do departamento médico após uma cirurgia no joelho e só deve atuar no segundo semestre. Sem ele, o técnico Fernando Seabra perdeu a referência física necessária para os esquemas táticos mais impositivos.
Nos bastidores, o head esportivo William Thomas admite que a missão é complexa. Por ser a posição mais valorizada do futebol mundial, os valores de multa e salários costumam ser elevados, exigindo que o Coritiba seja cirúrgico na abordagem final. O clube busca um perfil que não seja apenas uma opção de reserva, mas alguém capaz de elevar o patamar competitivo do grupo.
Os números do ataque e as soluções improvisadas
Enquanto o reforço não chega, o Coxa tem sobrevivido graças ao bom desempenho de peças que originalmente não são centroavantes de área. O grande destaque é Pedro Rocha, que assumiu a responsabilidade e lidera a artilharia da equipe no ano com quatro gols marcados. Sua capacidade de adaptação tem dado fôlego ao time nas rodadas recentes do Campeonato Paranaense.
Outra alternativa utilizada pela comissão técnica é Breno Lopes. O atacante, que prefere atuar pelos lados do campo, já balançou as redes três vezes na temporada, ocupando o posto de vice-goleador. No entanto, a avaliação interna é que manter pontas improvisados no centro do ataque limita a versatilidade tática, impedindo o time de alternar entre a transição rápida e o jogo aéreo.
O que esperar da reta final da janela
A estratégia do Coritiba agora é de intensidade total nas mesas de negociação. A cúpula de futebol monitora atletas que perderam espaço em clubes da Série A e também sondagens em mercados sul-americanos. A ideia é apresentar uma proposta que una viabilidade financeira e retorno técnico imediato, evitando apostas de longo prazo em um momento de pressão.
Caso a diretoria não consiga fechar com o nome pretendido até o prazo final, o Alviverde terá que seguir com o atual elenco até a próxima abertura de mercado, o que poderia comprometer o início das competições nacionais. A tendência é que novidades surjam nos próximos dias, à medida que os clubes começam a liberar atletas que não serão inscritos nos torneios principais.
O sucesso nessa busca definirá as ambições do clube para o restante do semestre. Sem um camisa 9 fixo, o Coritiba continuará dependendo do brilho individual de seus pontas para converter o volume de jogo em vitórias, um risco que a diretoria espera mitigar com um anúncio impactante antes do fechamento do mercado.
Com informações do site: GE
