Nesta quinta-feira, o Atlético-MG completa oficialmente sete dias desde o desligamento de Jorge Sampaoli, mantendo uma lacuna no comando técnico que já se tornou rotina nos bastidores da Cidade do Galo. A busca por um novo nome reflete uma estratégia de mercado cautelosa adotada pela diretoria alvinegra nos últimos anos.
O histórico de espera na Cidade do Galo
Desde que o grupo de investidores conhecidos como 4R’s assumiu o protagonismo na gestão do Atlético-MG, em 2020, o clube passou por oito processos de sucessão na comissão técnica. O cenário atual, de uma semana de indefinição, não é uma exceção, mas sim a regra: em média, o Alvinegro leva cerca de 8,75 dias para oficializar um novo comandante.
Nesse intervalo, o clube viveu extremos. Em 2022, a agilidade marcou a transição entre a saída de El Turco Mohamed e o retorno de Cuca, resolvida em apenas 24 horas. Por outro lado, o torcedor já enfrentou esperas angustiantes, como os 25 dias de hiato entre a saída de Gabriel Milito e a nova contratação de Cuca, motivada por negociações frustradas com nomes estrangeiros.
A preferência por estrangeiros e o mercado
A atual diretoria do Galo demonstra uma inclinação clara por profissionais de fora do Brasil, perfil que costuma exigir tratativas mais complexas e demoradas. Nomes como Coudet, Felipão e o próprio Jorge Sampaoli mostram a variação de perfis buscados, mas a prioridade do momento segue sendo um treinador gringo que se encaixe no projeto esportivo para a sequência da temporada.
A estatística de espera revela que, após a saída de grandes nomes, o clube prefere o “tiro certo” ao imediatismo. Veja alguns intervalos recentes:
- Cuca até a chegada de Coudet: 5 dias
- Felipão até a chegada de Milito: 4 dias
- Coudet até a chegada de Felipão: 5 dias
O impacto no cotidiano e nos próximos jogos
Enquanto o substituto definitivo não desembarca em Belo Horizonte, o elenco profissional segue os treinamentos sob a orientação do interino Lucas Gonçalves. Essa transição monitorada visa reduzir os danos técnicos em meio ao calendário apertado do futebol brasileiro, garantindo que o grupo mantenha o ritmo de trabalho antes do próximo desafio oficial.
A tendência é que o Atlético-MG não feche o acordo nas próximas horas, visto que a cúpula alvinegra ainda não possui negociações em estágio avançado. A prioridade é garantir um perfil que suporte a pressão por títulos na Libertadores e no Brasileirão, evitando novas trocas precoces ao longo do ano.
A demora atual indica que o clube está disposto a extrapolar sua própria média histórica para assegurar uma contratação de peso. Caso o anúncio não ocorra até o final de semana, este será um dos períodos de vacância mais longos da era contemporânea do clube, aumentando a responsabilidade sobre quem assumir a prancheta alvinegra.
Com informações do site: GE
