O Botafogo entra em campo nesta segunda-feira (24), às 20h, no Estádio Nilton Santos, para enfrentar o Athletico-PR pela 24ª rodada do Brasileirão, e o técnico interino Rodrigo Bellão deve promover alterações no setor ofensivo em relação às últimas escalações. A expectativa por mudanças no ataque ganha força porque o time chega para o confronto sem vencer há três partidas e ocupando a 11ª colocação da tabela, um retrospecto que pressiona a comissão técnica a buscar uma resposta ofensiva mais consistente.
Bellão assumiu o comando de forma interina depois da demissão de Franclim Carvalho, anunciada na noite de terça-feira da semana passada, e desde então tem administrado uma sequência de jogos decisivos em curto espaço de tempo. Antes de cuidar do Brasileirão, o auxiliar promovido ao posto principal comandou o Botafogo na eliminação da Copa Sul-Americana diante do Cienciano, do Peru — série em que o time alvinegro havia sofrido uma goleada por 6 a 1 no jogo de ida, em Cusco, e tentou reverter a desvantagem no Nilton Santos na quinta-feira passada.
Esse calendário apertado — Sul-Americana na quinta e Brasileirão na segunda seguinte — é justamente um dos fatores que deve levar Bellão a repensar o setor ofensivo. Após uma sequência de compromissos em poucos dias, é comum que treinadores façam rodízio de peças no ataque para preservar o desgaste físico dos jogadores e, ao mesmo tempo, tentar destravar a produção de gols da equipe, um dos pontos mais criticados pela torcida na fase recente.
O contexto da crise alvinegra
A troca de comando reflete um momento delicado da temporada. Franclim Carvalho somou 10 vitórias, sete empates e cinco derrotas em 22 partidas à frente do time, mas não resistiu à combinação entre resultados negativos no Brasileirão e o desempenho abaixo do esperado na Sul-Americana. Rodrigo Bellão, até então técnico do sub-20, foi o escolhido para a transição, com a missão de reorganizar o elenco em meio a compromissos que não dão trégua.
Antes da fase eliminatória continental, o Botafogo já vinha de um empate em 1 a 1 com o Fluminense no clássico e de outros resultados que travaram a equipe na parte de baixo da tabela em relação ao início da temporada. A sequência de três jogos sem vitória, somada à eliminação internacional, aumenta a cobrança por uma reação já contra o Athletico-PR, adversário direto na briga por posições mais confortáveis no meio da tabela.
O que pode mudar no ataque
Times que atravessam sequências de resultados ruins costumam usar o setor ofensivo como primeiro ponto de ajuste, seja pela alternância de titulares, seja pela mudança de função tática de algum jogador. No caso do Botafogo, o elenco tem opções que rotacionaram nas últimas partidas, casos de nomes como Arthur Cabral, Matheus Martins e o recém-chegado Danilo Pereira, que já apareceu entre os relacionados nos duelos mais recentes pela Sul-Americana. A tendência é que Bellão avalie o rendimento físico de quem atuou na quinta-feira contra o Cienciano antes de definir os titulares para o duelo com o time paranaense.
Para o setor defensivo, o técnico interino também lida com desfalques que vêm se acumulando ao longo do mês — episódios de suspensão e problemas físicos que já obrigaram a comissão técnica a fazer ajustes em rodadas anteriores. Esse cenário reforça a leitura de que Bellão terá de equilibrar gestão de elenco e necessidade de resultado logo em sua primeira sequência à frente do time no Brasileirão.
O panorama da rodada
O duelo com o Athletico-PR será transmitido pelo Sportv e pelo Premiere, na noite desta segunda-feira, fechando a 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um resultado positivo pode ajudar o Botafogo a se afastar da parte intermediária da tabela e dar um primeiro sinal de reação sob o novo comando, enquanto uma nova sequência sem vitórias tende a intensificar a pressão sobre a diretoria e sobre a permanência de Bellão no cargo além deste ciclo interino.
De qualquer forma, o jogo desta segunda-feira funciona como um termômetro inicial para o trabalho do treinador interino: mostrar se as mudanças no ataque conseguem destravar a produção ofensiva do time em um momento de reconstrução, logo após a eliminação na Sul-Americana e em meio à disputa por posições mais tranquilas no Brasileirão.
As informações têm como base apuração publicada pelo portal ge.globo (Globo Esporte).
