Perto do topo: Palmeiras resiste ao assédio do Manchester City e trata Allan como peça innegociável
O Palmeiras tomou uma postura firme no mercado da bola e resiste ao forte interesse do Manchester City na contratação de Allan, tratando o meia-atacante de 22 anos como um atleta innegociável e indispensável para a manutenção do nível competitivo da equipe. A determinação de barrar o avanço do gigante europeu partiu diretamente da presidente Leila Pereira, que atendeu a um pedido expresso do técnico Abel Ferreira para preservar a espinha dorsal do time e manter os principais nomes do elenco até o final da temporada.
O interesse do clube treinado por Pep Guardiola se intensificou após o desdobramento de movimentações no mercado europeu. O Manchester City mapeou a joia alviverde como um alvo prioritário para repor a eventual saída do atacante Savinho, que encaminhou sua transferência ao Tottenham por valores expressivos. No entanto, do lado palmeirense, a ordem interna é fechar as portas para investidas, permitindo a liberação do jogador somente perante o pagamento integral da cláusula rescisória contratual.
O peso de Allan no esquema tático de Abel Ferreira
Revelado nas categorias de base do próprio clube, Allan conquistou espaço definitivo no elenco profissional e firmou-se como peça-chave no planejamento tático do Palmeiras. Na atual temporada, o meia-atacante acumula 41 partidas oficiais, contabilizando seis gols marcados e cinco assistências. Seus números e desempenho regular no setor ofensivo sustentam a avaliação da comissão técnica de que o jovem é titular absoluto e pilar da equipe.
A polivalência de Allan é um dos fatores que justificam a postura irredutível da diretoria. Capaz de atuar na armação centralizada ou flutuando pelas pontas para criar situações de desequilíbrio e drible, o jogador encaixa-se nas exigências de intensidade e recomposição cobradas por Abel Ferreira. Perder um atleta com essa minutagem e peso decisivo no meio da disputa de títulos geraria um impacto imediato no desempenho coletivo do time.
- Desempenho no ano: 41 jogos disputados, seis gols e cinco assistências.
- Proteção contratual: Multa rescisória internacional fixada em 100 milhões de euros (cerca de R$ 600 milhões).
- Status no elenco: Titular absoluto e considerado fundamental por Abel Ferreira.
Proposta “fora da curva” e o histórico de recusas
Apesar de considerar Allan innegociável, a diretoria do Palmeiras adota um tom de cautela nos bastidores, reconhecendo que uma oferta tida como “fora da curva” poderia alterar o rumo das tratativas. Contudo, o histórico recente da gestão demonstra resistência a valores altos. Poucas semanas antes do assédio do Manchester City, o Verdão recusou uma proposta do Aston Villa, também da Inglaterra, avaliada em 30 milhões de euros (cerca de R$ 182 milhões na cotação atual) pelo futebol do atleta.
Essa postura de blindagem não se restringe a Allan. O Palmeiras também rejeitou recentemente uma oferta de 25 milhões de euros do Spartak Moscou pelo atacante Flaco López, inserindo ambos no grupo de atletas vetados para transferência. A decisão reflete o alinhamento total entre a diretoria executiva e o departamento de futebol para evitar a desidratação do elenco.
Prioridade esportiva acima das metas orçamentárias
A resistência alviverde diante do poderio financeiro da Premier League ganha contornos ainda mais analíticos ao observar as finanças do clube. O planejamento orçamentário do Palmeiras prevê a captação de aproximadamente R$ 400 milhões em negociações e vendas de direitos econômicos ao longo do ano.
Ainda que a venda de Allan pudesse cumprir de imediato uma parcela significativa dessa meta orçamentária, a presidente Leila Pereira optou por priorizar os ganhos desportivos em detrimento da receita financeira pontual. Com a equipe engajada na busca pelos títulos do Campeonato Brasileiro e das competições de mata-mata, a visão da diretoria é que o retorno em premiações, visibilidade de marca e competitividade dentro de campo compensa a manutenção dos seus principais ativos.
Perspectivas para o fechamento da janela de transferências
Com a reta final do mercado europeu se aproximando, o Palmeiras pretende manter o cerco fechado em torno de suas promessas e titulares. A menos que o Manchester City opte por acionar formalmente a cláusula de rescisão de 100 milhões de euros, o meia-atacante permanecerá na Academia de Futebol.
A postura irredutível da diretoria palmeirense sinaliza ao mercado internacional um novo patamar de negociação dos clubes brasileiros estruturados financeiramente. Para a torcida do Verdão e para a comissão técnica de Abel Ferreira, a permanência de Allan garante a continuidade de um projeto esportivo focado em erguer taças na sequência da temporada.
As informações têm como base apuração publicada pelo portal: CNN Brasil.
