O São Paulo iniciou nesta semana uma força-tarefa para resolver a situação contratual de nove atletas do seu plantel profissional. A intenção da cúpula de futebol, liderada por Rui Costa, é evitar que jogadores importantes entrem no período de pré-contrato a partir de julho, o que permitiria saídas sem custos ao fim da temporada.
Acordos encaminhados e permanência garantida
Entre as prioridades da diretoria, dois nomes já estão com a situação praticamente selada nos bastidores. O atacante Luciano, uma das referências técnicas da equipe, deve estender seu vínculo até 2028. Outro que permanecerá no Morumbi é o volante Marcos Antônio; o clube exercerá a opção de compra junto à Lazio e o novo contrato definitivo também terá validade de quatro anos.
Nas categorias de base, o Tricolor também se movimenta para proteger seus ativos. O jovem Negrucci, revelado em Cotia e promovido recentemente, possui negociações avançadas para renovar até 2030. No setor defensivo, o zagueiro Sabino é outro com conversas em estágio final para permanecer até 2027, com cláusulas de produtividade que podem ampliar o acordo por mais um ano.
Pilares em espera e cautela no mercado
Embora sejam considerados as maiores estrelas do atual elenco, Lucas e Calleri ainda não abriram conversas formais de renovação. O clube trata os dois como prioridades absolutas, mas entende que o status desses atletas exige um planejamento financeiro cuidadoso. Internamente, a confiança na permanência da dupla é alta devido à identificação de ambos com a torcida e a instituição.
Por outro lado, veteranos como Rafael Toloi vivem um cenário de observação. A comissão técnica e a diretoria preferem avaliar o desempenho físico e técnico do defensor ao longo das competições, como o Paulistão e o Brasileirão, antes de oferecer uma nova proposta. Situação similar vive o volante Luan, que aguarda um posicionamento oficial sobre seu futuro para a próxima janela.
Possível baixa no gol e polêmica nos bastidores
Nem todas as negociações caminham de forma harmônica. O goleiro Young corre o risco real de deixar o São Paulo de graça. O empresário do atleta, Wagner Ribeiro, demonstrou descontentamento com a contratação de Carlos Coronel, que reduziu o espaço do jovem arqueiro na hierarquia da posição.
A estratégia do agente seria assinar um pré-contrato com outra equipe no meio do ano, aproveitando que o vínculo atual se encerra em dezembro. Esse imbróglio coloca pressão na diretoria, que precisa decidir se tentará uma última cartada para manter o jogador ou se aceitará a perda de um talento formado no clube para evitar desgastes maiores no vestiário.
A tendência para as próximas semanas é que o São Paulo anuncie oficialmente o primeiro bloco de renovações. Manter a espinha dorsal é visto como fundamental para o sucesso nas competições de 2026, garantindo estabilidade ao técnico e evitando que o mercado externo assedie os principais titulares durante as fases decisivas da temporada.
Com informações do site: GE
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