O clima nos bastidores do Atlético-MG é de pura indignação após o tropeço por 1 a 0 diante do Red Bull Bragantino. Mais do que o desempenho técnico em campo, o que dominou as conversas após o apito final na segunda rodada do Campeonato Brasileiro foram os erros apontados pela cúpula atleticana. O goleiro Everson, uma das vozes mais experientes do elenco, não poupou críticas à condução da arbitragem, afirmando categoricamente que o clube foi lesado no interior paulista.
O fator arbitragem: Gols anulados e o “critério” de Torezin
A grande reclamação do Galo gira em torno de dois momentos cruciais que poderiam ter mudado o destino do placar. Primeiro, um gol de Cuello foi invalidado por uma falta de ataque sobre Pedro Henrique que gerou debate. Contudo, o estopim da fúria mineira ocorreu nos acréscimos, quando Renan Lodi caiu na área após dividida com Sosa.
O árbitro Lucas Paulo Torezin ignorou o pedido de pênalti, e o VAR manteve a decisão de campo. Para Everson, houve uma nítida falta de coerência nas marcações. O arqueiro defendeu que, se o toque sutil no defensor foi suficiente para anular o gol atleticano, o contato em Lodi deveria, obrigatoriamente, resultar em penalidade máxima. “Fomos prejudicados novamente”, desabafou o goleiro, sinalizando um sentimento de perseguição que já ecoa desde a estreia da competição.
Renan Lodi e a sinceridade após o choque
Em uma postura de transparência pouco comum no calor do pós-jogo, o lateral Renan Lodi comentou sobre o lance que paralisou a partida nos minutos finais. O jogador confessou que, ao sentir a aproximação e o leve toque do adversário, optou por valorizar a queda na tentativa de cavar a infração.
Mesmo com a admissão de Lodi sobre a “ajuda” na queda, o staff técnico do Atlético-MG argumenta que o contato existiu e foi suficiente para a revisão. Essa postura do lateral reflete o desespero de um time que, apesar de mostrar evolução tática sob pressão, ainda não conseguiu converter o volume de jogo em pontos na tabela do Brasileirão.
Histórico de reclamações e o impacto no Galo
A insatisfação com o apito não é um fato isolado nesta semana para o Alvinegro. Na primeira rodada, contra o Palmeiras, o cenário foi identicamente conturbado: gol anulado por impedimento milimétrico e um pênalti ignorado sobre Bernard. O acúmulo de decisões desfavoráveis já resultou até na expulsão de Jorge Sampaoli, que segue inflamando a diretoria a buscar explicações junto à CBF.
Este início de campeonato turbulento coloca o Atlético-MG em uma posição desconfortável. O time precisa provar que consegue superar as adversidades externas para não se distanciar precocemente do pelotão de elite. A pressão agora recai sobre a capacidade de reação do elenco, que vê no Campeonato Mineiro uma válvula de escape imediata.
Próximos passos e projeção para a temporada
Sem tempo para lamentar, o Galo vira a chave e foca na Arena MRV. O confronto de sábado contra o Athletic, pelo estadual, surge como a oportunidade ideal para o grupo recuperar a confiança e afastar o fantasma da “crise de arbitragem”. A expectativa é que a equipe utilize a revolta do Brasileirão como combustível para garantir uma vitória convincente diante de sua torcida e manter a liderança no Mineiro.
Com informações do site: GE